Com uma turnê em andamento no Brasil e conhecido por seu trabalho no Angra e Megadeth, Kiko Loureiro demonstra versatilidade e muita influência brasileira em seu trabalho solo.
A turnê do Kiko Loureiro já está em andamento pelo Brasil com diversos artistas convidados, que dão ainda mais brilho ao trabalho do aclamado guitarrista. No show de abertura da tour, no Best of Blues, no Rio de Janeiro, ele recebeu Rafael Bittencourt (Angra) e Bruno Sutter (Massacration), que performaram clássicos do Angra.
Entre julho e agosto, Kiko Loureiro vai passar por diversas cidades do país tocando clássicos de suas antigas bandas – Megadeth e Angra – além de músicas de seus trabalhos solo. Mas se você ficou na curiosidade quanto a isso, se liga na lista a seguir pra conhecer tudo que o Kiko lançou sozinho nos últimos anos e se surpreender com sua versatilidade.
No Gravity (2004)

No Gravity é o primeiro álbum solo do Kiko Loureiro. Este trabalho instrumental teve lançamento mundial em 2005 e contou não só com o CD de músicas, mas com um CD de playbacks, para que guitarristas pudessem tocar junto.
O título, “No Gravity” vem da sensação que os músicos sentem ao tocar. Segundo Kiko: “Quanto mais conhecemos e dominamos a parte racional e matemática da música, as partes intuitivas assumem o controle de nós e realmente nos levam a ‘viajar’ com a música que estamos tocando. É esse ponto que o músico quer atingir as pessoas, mas ele deve primeiro alcançar a si mesmo. Para esse sentimento escolhi este termo: ‘No Gravity’”.
Universo inverso (2006)

Assim como No Gravity, Universo Inverso é totalmente instrumental. Este álbum tem fortes influências do jazz e da bossa nova, sendo considerado fusion brasileiro.
Loureiro disse sobre este álbum: “Sempre gostei de me aventurar em diferentes estilos musicais. Procurei conhecer estilos diferentes e busquei minha própria identidade musical passando por diversas fontes. Mesmo sendo rock, procurei incluir minha música natural, a música ‘Brasileiras’. Este trabalho é o resultado de toda essa vontade.
Fullblast (2010)

Em “Fullblast”, Kiko Loureiro aposta em um power trio formado por Felipe Andreoli (baixista do Angra) e pelo baterista Mike Terrana (Rage, Masterplan e Axel Rudi Pell), que inclusive, esteve em “No Gravity”.
Neste trabalho, podemos ouvir as referências que já conhecemos do Kiko, como MPB e bossa nova, mas a surpresa fica por algumas linhas quase pop como em “Excuse me”.
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Sounds of Innocence (2012)

Neste trabalho, Kiko convida novamente Felipe Andreoli (Angra), mas o baterista da vez é Virgil Donati (ex-Planet X, Derek Sherinian). Além da participação de Maria Ilmoniemi (ex-Tarja) no piano.
Sounds of Innocence é um pouco mais diverso em termos de gêneros musicais trazendo mais latinidade e brasilidade, como notamos, entre outros momentos, pela presença de um berimbau em “Mãe D´Água”.
No entanto, o rock, o progressivo e o virtuosismo continuam fortemente presentes neste álbum de 2012. Além disso, as fotos promocionais do Kiko Loureiro com sombra preta nos olhos também chamam a atenção. Época do emo, né?
The White Balance (DVD, 2013)

White Balance é um DVD gravado no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, em 2013. Ele traz um grande apanhado das composições dos álbuns anteriores registrados ao vivo com participação de diversos artistas.
Open Source (2020)

Este é o álbum mais recente do Kiko Loureiro, que traz uma temática bem diferente das anteriores. Isso porque “open source” é um conceito que vem da tecnologia e trata de softwares que possuem código aberto. Ou seja, ele fica disponível para que qualquer programador possa alterar e dar suas contribuições de modo a melhorar o produto.
Se pararmos pra pensar, o trabalho do Kiko Loureiro sempre teve um pouco essa ideia do “código aberto”. Afinal, o seu primeiro álbum “No Gravity” já contava com o CD playback para que artistas tocassem junto. Mas em Open Source, Kiko vai além, disponibilizando as faixas do álbum para download no intuito de que artistas possam criar em cima delas. A ideia dele com isso é democratizar a música e a arte.
O álbum é envolto num conceito que também abre espaço para a crítica ao modo como as pessoas utilizam a tecnologia e tudo isso é explicado no videoclipe da música “EDM – E-Dependent Mind”, que envolve até assassinato. E se você quiser saber mais sobre, assista ao vídeo do canal dO Jardim Sonoro que explica todo o conceito do Open Source.
Turnê 2024 do Kiko Loureiro no Brasil
A turnê de 2024 passará por diversas cidades do Brasil e já tem diversas participações confirmadas como Alírio Neto, Lobão, Bumblefoot e Luís Mariutti. Os ingressos já estão disponíveis. Veja as datas da tour e onde adquirir.
21/06 – Rio de Janeiro/Best of Blues Festival – Vivo Rio
https://www.eventim.com.br/event/best-of-blues-and-rock-vivo-rio-18419402
27/07 – Ribeirão Preto – Espaço G3
https://articket.com.br/e/1805/kiko-loureiro-em-ribeirao-preto
28/07 – Belo Horizonte – Mister Rock
https://ingressosfansociety.com.br//evento/6/KIK0_L0UREIR0_T0UR_2024
02/08 – Goiânia – Bolshoi
https://www.sympla.com.br/evento/kiko-loureiro/2334366
03/08 – Brasília – Toinha Brasil
https://www.clubedoingresso.com/evento/kiko-loureiro
04/08 – Santos – Arena
https://articket.com.br/e/1804/kiko-loureiro-em-santos
07/08 – Santiago, Chile – Teatro Teletón
https://www.eventrid.cl/eventos/atenea/kiko-loureiro-en-chile
08/08 – Florianópolis – John Bull
https://articket.com.br/e/1793/kiko-loureiro-em-florianopolis
09/08 – Curitiba – Ópera de Arame
https://articket.com.br/e/1765/kiko-loureiro-em-curitiba
10/08 – São Paulo – Tokio Marine Hall
https://www.eventim.com.br/event/kiko-loureiro-tokio-marine-hall-tokio-marine-hall-18246190
11/08 – Porto Alegre – Opinião
https://bileto.sympla.com.br/event/90941
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MAIS SOBRE KIKO LOUREIRO
Aos 21 anos, em 1993, Kiko lançou seu primeiro álbum de estúdio, com o Angra, intitulado Angels Cry, gravado na Alemanha. Este ultrapassou a marca de 100.000 cópias vendidas, recebendo disco de ouro no Japão.
Com a banda, lançou álbuns icônicos como Holy Land (1996), Fireworks (1998), Rebirth (2001) – com o qual recebeu mais um disco de ouro – e Temple of Shadows (2004), em meio a incontáveis turnês mundiais por Europa, América do Norte e Ásia.
A sólida carreira solo do guitarrista começou com o instrumental No Gravity (2004), seguido por Universo Inverso (2006) e Fullblast (2009), mesmo ano que lançou um disco com o projeto Neural Code. Em seus mais variados caminhos, abordou o prog-metal, o jazz, o blues e ritmos brasileiros, mostrando suas diversas facetas musicais.
Ainda no campo solo, lançou em 2013 o DVD ao vivo The White Balance, gravado no Auditório Ibirapuera, em São Paulo. Outro trabalho saiu em 2018, Open Source, que une de maneira bastante técnica influências do rock com ritmos brasileiros – a faixa “Imminent Threat” conta a participação de Marty Friedman, monstro da guitarra que também integrou o Megadeth.
Foto: Travis Shinn
Ao longo da carreira, Kiko sempre esteve nas melhores posições em incontáveis rankings de melhores guitarristas e foi capa das maiores e mais importantes revistas relacionadas à guitarra, desde a época que integrou o Angra, nos anos 1990.
Enquanto esteve no Megadeth, o artista se tornou, em 2016, o primeiro músico brasileiro de rock e heavy metal a receber um Grammy. O conjunto americano foi premiado na categoria “Melhor Performance de Metal” com o single “Dystopia”.
Após o lançamento de mais um álbum com o Megadeth, The Sick, The Dying… And The Dead, Kiko Loureiro saiu do grupo em busca de novos caminhos artísticos e pessoais.
Fique atento nas redes sociais do artista (@kikoloureiro) e da Top Link Music (@toplinkmusic) para novas atualizações sobre datas.





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