No último 18 de abril, o Megadeth esquentou a noite fria no Espaço Unimed em São Paulo. Em show recheado de clássicos, a banda lotou a casa e conquistou o público facilmente.
Show do Megadeth não tem erro! Você já pode esperar clássico, atrás de porrada, atrás de grandes performances. Apesar da pouca comunicação da banda com o público, durante toda a apresentação, a conexão entre ambos foi muito genuína e evidente.
A banda abriu o show com “The Sick, the Dying… and the Dead!”, faixa-título do novo álbum de 2022. E logo emendou com “Skin o’ my teeth” e “Angry again”, que já fez o público saltar.
Daí em diante, tivemos um grande desfile de clássicos e uma performance que só o thrash rápido e cheio de energia de um dos pioneiros do estilo poderia trazer. Nisso, vieram ícones como “Wake up dead”, “Countdown to Extinction”, “Dystopia”, “Hangar 18” e muitas outras que ajudaram até mesmo a formar algumas tímidas rodas espalhadas pelo Espaço Unimed.

A energia do show não cai em nenhum momento e nem mesmo as longas instrumentais desanimam o público, que não desgruda o olho do palco. Mas certamente, as músicas mais impactantes foram “Hangar 18” e “Tornado of Souls”, que extasiaram os espectadores. E ainda teve a participação de Vic Rattlehead, o mascote do Megadeth, que proporcionou uma cena icônica ao abraçar Mustaine e sua clássica flying V.
Por fim, ainda teve as arrebatadoras “Symphony of Destruction” e “Peace Sells” que fecharam o show. Logo em seguida, sob os gritos de “Holy Wars” do público, a banda retorna para tocá-la no bis e fechar com chave de ouro, a noite.
Vale mencionar as baixas que o Megadeth teve nos últimos anos, como a saída de David Ellefson em 2021, do Kiko Loureiro em 2023 e o câncer de garganta de Dave Mustaine em 2019. No entanto, nenhum desses fatos conseguiu impedir a banda de se reencontrar e continuar proporcionando grandes performances no palco como esta em São Paulo.
Expectativas para o novo guitarrista
Mas a grande expectativa, certamente, estava para o estreante Teemu Mäntysaari, que substitui o brasileiro Kiko Loureiro, após este deixar o Megadeth no final do ano passado.
O guitarrista finlandês é de poucos sorrisos e, assim como toda a banda, interagiu pouquíssimo com o público. Ele colocou foco total na música e não decepcionou os críticos fãs de thrash metal.
Mäntysaari executou as músicas do Megadeth com maestria, como se já estivesse lá há tempos. Mas também, pudera, qual músico de rock não passou pela sua era thrash?
E isso até foi mencionado pelo próprio Dave Mustaine, em entrevista à rádio americana The Pick, no final de 2023: “conseguimos adicionar um monte de músicas [antigas] ao set porque Teemu era um fã de metal”.

Surpresas prometidas e realizadas
Outra grande expectativa para o show do Megadeth em São Paulo estava para o comentário de Dave quanto às surpresas que ele prometeu para a América do Sul nesta turnê. Além do esperado setlist recheado de clássicos, a banda promoveu juntamente a Mercury Concerts um game que ocupou os fãs durante a semana anterior ao show.
Assim, um presente especial foi escondido na Galeria do Rock, em São Paulo e, enfim, descoberto no sábado, 13/04. O vencedor ganhou uma máscara do Vic assinada pela banda e um par de ingressos para o show. Já pensou se a moda pega?
Não é de hoje o carinho que o Megadeth tem pela América do Sul, em especial a Argentina. E essas interações super fazem a diferença para os fãs que desejam estar perto dos ídolos de algum modo. Algo que se reflete positivamente, ainda que no palco a interação seja pouca.

Setlist do Megadeth em São Paulo
The Sick, the Dying… and the Dead!
Skin o’ My Teeth
Angry Again
Wake Up Dead
In My Darkest Hour
Countdown to Extinction
Sweating Bullets
Dystopia
Hangar 18
Trust
Tornado of Souls
A tout le monde
Devil’s Island
Symphony of Destruction
Peace Sells
Bis:
Holy Wars… The Punishment Due





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