A banda baiana de thrash metal Síndrome K está de volta com “Jogo Sujo”, single que conta com a participação de Caio MacBeserra, vocalista da banda Project 46.
Em seu novo trabalho, a Síndrome K coloca no centro da discussão situações do cotidiano envolvendo pessoas que se apresentam como parceiras, mas agem nos bastidores para prejudicar objetivos alheios e romper acordos morais.
Nessa linha, “Jogo Sujo” funciona como um manifesto direto contra esse tipo de comportamento. A letra parte de situações próximas e reconhecíveis, como relações em que uma suposta amizade acaba servindo para sugar energia ou em que acordos são estabelecidos já com a intenção de agir de forma desleal posteriormente.
“A inspiração veio de situações diárias que todos enfrentamos: pessoas próximas que fingem amizade enquanto sugam nossa energia, ou que fazem acordos sabendo que você é alguém que sempre busca ajudar, para depois jogar sujo”, explica a banda.
Thrash moderno e collab com Caio MacBeserra
Musicalmente, “Jogo Sujo” mantém o peso característico da Síndrome K, mas também procura ampliar os limites tradicionais do thrash metal. Para isso, a banda investe em uma sonoridade com elementos modernos e com letras em português para tornar as composições mais acessíveis. Segundo a banda, essa é uma maneira de alcançar novos ouvintes sem deixar de lado a agressividade dos instrumentos.
O toque moderno, dessa vez, vem também por conta da participação de Caio MacBeserra, da banda brasileira Project 46. A colaboração surgiu durante o próprio processo de composição, quando a Síndrome K identificou uma passagem mais cadenciada, construída com uma métrica de rima próxima ao RAP.
A banda então apresentou a base instrumental a Caio MacBeserra, que abraçou a proposta. Além de participar da faixa, o vocalista ficou responsável pela escrita da letra desse trecho, acrescentando seus vocais guturais e uma interpretação visceral.

Síndrome K de volta aos velhos tempos
A criação de “Jogo Sujo” também resgata uma dinâmica coletiva dentro da banda. O single foi desenvolvido com a participação dos integrantes, em um processo descrito pelo grupo como semelhante ao método utilizado “nos velhos tempos”.
Nesse processo, os riffs do guitarrista Miguel Matos se unem à condução rítmica do baterista Márcio Dantas e às ideias líricas do baixista e vocalista Lula Souto. Dessa forma, a composição reúne diferentes influências dos músicos e contribui para apresentar a nova fase da Síndrome K.
O objetivo foi integrar essas características individuais da formação atual da banda de maneira orgânica, mantendo a essência do metal enquanto explora uma sonoridade renovada.

Capa de “Jogo Sujo” traduz conceito do single
Além da música, o conceito de “Jogo Sujo” também aparece na identidade visual do lançamento. A capa foi idealizada por Márcio Dantas e desenvolvida pelo designer gráfico Romulo Dias.
A arte apresenta um aperto de mãos simbólico. De um lado, aparece uma mão limpa, acompanhada por um traje branco impecável. Do outro, uma mão coberta por uma substância escura e viscosa sugere uma aliança sombria e um pacto moralmente questionável.

Dessa maneira, a capa reforça visualmente o tema de “Jogo Sujo” e representa o contraste entre a aparência de pureza e aquilo que pode estar escondido por trás de determinadas relações.
Mais sobre sobre Síndrome K
Fundada no final de 2019 em Salvador/BA por Lula Souto, a Síndrome K iniciou suas atividades nos palcos prestando tributo a gigantes do Thrash Metal como Metallica e Megadeth. Rapidamente, transicionou para um trabalho autoral de destaque, adotando as letras em português como pilar para democratizar o Metal no Brasil.
Com dois álbuns no currículo — Aqui Se Paga (2021) e Sobreviventes do Mal (2023) — e colaborações de peso como o recente single “7.000 Giros” (2025) com Marcello Pompeu (Korzus), a banda passou por uma reformulação em 2024 com a chegada de Miguel Matos e Márcio Dantas. Agora, com “Jogo Sujo”, o trio reafirma sua relevância na cena baiana e mira voos ainda maiores no mercado nacional. Um videoclipe oficial para o single está nos planos de produção do grupo.

Formação:
Lula Souto (Vocal e Baixo)
Miguel Matos (Guitarra)
Márcio Dantas (Bateria)
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