Lançamento de jonabug foi gravado no estúdio Rockambole, em São Paulo, e combina amadurecimento, tensão e experimentação.

A banda jonabug lança o novo EP torpor, pelo selo +um HITS. Depois de estrear com o álbum três tigres tristes, em 2025, o grupo transforma as mudanças pessoais e profissionais vividas desde então em matéria-prima para um trabalho que combina amadurecimento, tensão e experimentação. Com influências de nomes como Hum, Lush, My Bloody Valentine, Ludovic e da banda sergipana Cidade Dormitório, que participa da faixa “entre o certo e o errado”, o novo EP amplia a sonoridade apresentada pela jonabug em seu primeiro álbum.

“O EP surge em um contexto pós-lançamento do nosso primeiro álbum. Agora, com mais experiência de composição e gravação, pudemos criar algo que reflete de fato o momento em que estamos”, comenta Marília Jonas, vocalista e guitarrista da jonabug, que também é formada por Dennis Felipe (baixo), Samuel Berardo (bateria) e Thales Leite (guitarra).

Além de marcar uma nova etapa para a banda, torpor também representa a estreia de Thales Leite como integrante das composições. O guitarrista entrou no grupo depois do lançamento de três tigres tristes e, portanto, não havia participado da criação das músicas do primeiro álbum.

Capa de torpor por Nicole Wünsch

torpor transforma mudanças em música

Antecipado pelo single “rascunho”, lançado em 14 de agosto, torpor parte de uma metáfora ligada à sobrevivência na natureza para falar sobre transformações pessoais. O conceito do EP relaciona o estado de torpor, caracterizado pela redução da atividade corporal e do metabolismo, à música como uma forma de processar mudanças e lidar com experiências difíceis.

Segundo Marília, o termo representa um período em que algumas transformações são dolorosas demais para serem assimiladas de maneira imediata. Nesse contexto, fazer música aparece como uma resposta e também como uma forma de catarse diante das situações vividas pela banda.

A ideia está presente tanto nas letras quanto na sonoridade do EP. Assim, torpor reúne momentos de tensão e explosão com passagens que exploram diferentes referências do rock alternativo e da música independente.

EP foi gravado no estúdio Rockambole

A jonabug gravou torpor em junho de 2026, no estúdio Rockambole, em São Paulo. A produção ficou sob responsabilidade de Roberto Kramer, profissional que já trabalhou com artistas e bandas como Rancore, Paira, Terno Rei, Marrakesh, Jovens Ateus, Raça e gorduratrans.

Para Marília, a participação do produtor foi importante para o desenvolvimento das músicas. “Devemos muito à produção do Roberto Kramer, que nos ajudou com várias ideias que melhoraram as músicas”, afirma.

Foto: Giulia Geyer @6giulia6

A vocalista também destaca a experiência de gravar no Rockambole, espaço que, segundo ela, contribuiu para o processo criativo da banda. O ambiente do estúdio e a relação com a música presente no local ajudaram a criar uma experiência de gravação considerada proveitosa e enriquecedora pelo grupo.

Capa de torpor traduz o conceito do EP

A identidade visual de torpor também está conectada ao conceito desenvolvido pela jonabug. A capa foi criada por Nicole Wünsch e utiliza principalmente as cores azul e vermelho para representar diferentes aspectos das transformações abordadas no trabalho.

De acordo com Marília, o azul sugere frieza e a sensação de estar paralisado diante de determinada situação. Já o vermelho representa sentimentos que não conseguem permanecer contidos e acabam “explodindo” e produzindo o barulho que dá origem ao torpor.

Dessa forma, a capa funciona como uma extensão visual das ideias presentes nas músicas, reforçando a relação entre paralisação, conflito interno e expressão artística.

As músicas de torpor

As quatro faixas do EP apresentam diferentes perspectivas sobre o momento vivido pela jonabug. “rascunho” representa a evolução da banda e concentra essa transformação em uma música marcada por explosão e tensão, enquanto “i can’t be with you” explora uma abordagem mais emo e uma dinâmica diferente para os integrantes durante as apresentações ao vivo. 

“entre o certo e o errado” nasceu diretamente da admiração pela Cidade Dormitório e se transformou em uma parceria entre as duas bandas após encontros e uma turnê pelo sul do país. Fechando o trabalho, “is this the end?” é a composição mais antiga do EP, criada em 2025, mas que, mesmo depois de um ano, continua encontrando novas conexões com os acontecimentos e experiências da banda.

Mais sobre jonabug

Nascida no interior de São Paulo, em Marília, a jonabug é uma banda independente que mistura a nostalgia dos anos 90 com uma roupagem atual. A banda começou a chamar atenção na cena alternativa com seus primeiros lançamentos, como o EP de estreia, intitulado big ego, no self esteem, de 2023. 

Em junho de 2025, com o álbum três tigres tristes, o grupo consolidou sua identidade no universo alternativo. Foi depois deste lançamento que a formação integrada por Marília Jonas (guitarra e vocais), Dennis Felipe (baixo) e  Samuel Berardo (bateria), ganhou o reforço do guitarrista Thales Leite. 

No início de 2026, três tigres tristes ganhou uma edição física em disco de vinil, distribuído pelos selos independentes Black Dog Alternative, Midwest Records e Undershows BR, incluindo ainda faixas bônus. Também em 2026, a banda integrou o line-up do Lollapalooza Brasil, dividindo a grade com nomes internacionais como Tyler, The Creator, Lorde e Turnstile. 

jonabug online

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