Banda capixaba Limbo7 mistura funk, rock e heavy metal em “Relíquias do Ódio”, que conta com participação de MC Taya.
A Limbo7 lançou oficialmente o álbum “Relíquias do Ódio”, novo trabalho que aprofunda a mistura entre funk, rock e heavy metal característica da banda capixaba. O disco também marca uma aproximação mais direta com o metal mandrake, movimento que reúne artistas interessados em combinar música pesada com funk, rap, hardcore e outras referências da música brasileira.
Um dos destaques do álbum é a participação da MC Taya na faixa “Chora Agora Ri Depois”. A artista está entre os nomes de maior projeção ligados ao metal mandrake e se junta à Limbo7 em um lançamento que reforça a conexão da banda com essa nova cena da música pesada brasileira.
Em “Relíquias do Ódio”, a Limbo7 amplia uma proposta que já vinha sendo desenvolvida ao longo de sua trajetória. Desta vez, porém, a fusão de estilos ganha ainda mais espaço e passa a ocupar uma posição central na identidade do grupo.
O álbum transita por diferentes atmosferas, combinando melancolia, agressividade, deboche e incômodo. Ao mesmo tempo, a banda mantém o caráter experimental que acompanha sua trajetória e aposta em uma sonoridade própria, urbana e contemporânea.
Limbo7 e o metal mandrake
A aproximação com o Metal Mandrake representa um momento importante para a Limbo7. O movimento vem reunindo artistas de diferentes regiões do Brasil em torno de uma proposta que aproxima o metal de gêneros e elementos culturais brasileiros.
Para a banda capixaba, o conceito ajuda a dar identidade coletiva a uma busca que já fazia parte de seu trabalho há anos. Além de MC Taya, nomes como Isotopxs e Chainsaw Kid também integram ou dialogam com essa nova cena.

Mais sobre Limbo7
Formada em 2020, em meio à pandemia, a Limbo7 surgiu a partir do encontro de jovens músicos que buscavam conquistar seu espaço em uma cena que muitas vezes se mostra resistente a novas propostas e linguagens. O grupo começou então a construir sua identidade a partir do hardcore e do metal, incorporando progressivamente elementos de diferentes gêneros brasileiros, como funk, congo e percussões tribais.
A proposta sempre esteve ligada à representação, por meio da agressividade da música, do peso da realidade vivida pelos integrantes, ao mesmo tempo em que busca resgatar e renovar características da música pesada brasileira.
A banda iniciou sua trajetória ao vivo em 2021, passando por espaços da cena underground capixaba e participando de festivais antes de ampliar gradualmente seu alcance para outros estados. Ao longo desse processo, dividiu palcos com nomes como Black Pantera, Dead Fish, CPM 22, Matanza Ritual, Project46, Massacration, Glória e Torture Squad.
Entre as colaborações de sua trajetória está ainda a participação de Caio MacBeserra, do Project46, na faixa “Inflamado”, presente no EP “Sangue, Suor e Assalto”.
Em abril de 2023, a Limbo7 lançou seu primeiro álbum, “Lotus”, composto por 13 faixas que aprofundavam a proposta de abordar o cotidiano brasileiro, suas dificuldades e injustiças. O próprio título sintetizava a visão da banda sobre sua música, trazendo uma flor que nasce onde menos se espera como metáfora para a coexistência entre a agressividade do som pesado e a fragilidade dos sentimentos e questões que ele pode expressar.
Desde os primeiros singles, a banda também vem ampliando seu público, alcançando ouvintes em mais de 70 países e acumulando mais de 150 mil streamings e cerca de 7 mil seguidores no Spotify, consolidando uma trajetória de crescimento contínuo.

A atual formação da Limbo7 conta com Fagner Entringer (Fagão) nos vocais, Pedro Bautz (Baude) nos vocais e guitarra, Stefano Carvalho (Telfo) no baixo e Arthur Flavio (Aru) na bateria. “Relíquias do Ódio” também dá início a uma nova configuração do grupo, com Fagão deixando o baixo para se dedicar definitivamente aos vocais, enquanto Telfo passa a ocupar a função de baixista.
A produção musical de “Relíquias do Ódio” ficou a cargo de Luan Albani, responsável pela captação, mixagem e masterização do projeto. O álbum conta ainda com participações de LUV$ em “Eu Tenho um Tesão do Krl em Ver Tu Se Fuder”, Uncle Wender em “De Copão em Copão”, a já citada MC Taya em “Chora Agora Ri Depois” e Garoá, que participa com voz e trompete em “Zoonoses”. O material artístico ficou sob responsabilidade de Guilherme Carvalho, responsável pela fotografia da capa, ensaio da banda e registros de shows, enquanto Hecthor Murilo assina a gravação do videoclipe de “Cova Rasa”.
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