“Slowdancing” antecipa o álbum “Azucrim” e apresenta um lado mais intenso da artista Marina Mole, com letra escrita em parceria com o poeta Guilherme Ziggy.

Após apresentar o single “Luneta Azul”, que abriu os trabalhos de divulgação de seu próximo álbum, Marina Mole revela uma nova faceta de “Azucrim” com o lançamento de “Slowdancing”. A música, que chega como o segundo aperitivo do disco previsto para o segundo semestre pelo selo Café8 Music, aposta em uma sonoridade marcada pelo garage rock e pelo punk rock, além de incorporar elementos da poesia em sua construção.

Diferente da atmosfera ensolarada de “Luneta Azul”, “Slowdancing” representa o lado B do álbum ao explorar uma abordagem mais crua, intensa e emocional. A faixa nasceu a partir de reflexões da cantora sobre a música “Não Sei Dançar”, de Marina Lima, especialmente a ideia de tentar acompanhar o ritmo de outra pessoa mesmo diante das dificuldades impostas pelas relações.

Segundo Marina Mole, o processo de composição também foi influenciado por poemas criados em parceria com o escritor Guilherme Ziggy, autor do livro Consultas Autônomas (2019). Os textos surgiram a partir da técnica surrealista conhecida como “cadáver delicioso” e acabaram sendo incorporados à música em uma seção falada que reforça sua atmosfera intimista e poética.

“Comecei a compor essa música numa época em que estava ouvindo muito ‘Não Sei Dançar’, da Marina Lima. Eu estava refletindo sobre essa ideia de dançar devagar para acompanhar alguém. No meu caderno também tinham poemas escritos com o Ziggy, e aproveitei algumas frases para criar uma parte mais falada na música”, explica a artista.

A parceria criativa entre Marina Mole e Guilherme Ziggy surgiu de experiências e sentimentos compartilhados. Entre conversas e encontros, os dois desenvolveram textos inspirados pela sensação de tentar encontrar sintonia com outra pessoa, mesmo quando os ritmos parecem diferentes.

Musicalmente, “Slowdancing” evidencia outra das principais influências da cantora: o encontro entre rock e poesia. Admiradora assumida de Patti Smith — cujo nome, segundo ela, está tatuado em seu braço —, Marina constrói a faixa sobre um riff inspirado na banda The Cramps. A música cresce de forma gradual até explodir em guitarras distorcidas e uma energia típica do punk rock.

Foto por Karin Santa Rosa. Colorida à mão por Marina Mole.

A artista resume a dinâmica da composição como uma construção de tensão constante antes da explosão sonora. Essa progressão faz de “Slowdancing” uma das faixas mais intensas do futuro álbum, revelando uma nova dimensão de sua identidade musical.

Na gravação, Marina Mole é acompanhada por cleozinhu (bateria e backing vocal), Lucas Monch (baixo) e Vitor Wutzki (guitarra e backing vocal). Assim como as demais músicas de “Azucrim”, o single foi gravado em fita de rolo por Beeau Gomez, enquanto a mixagem ficou a cargo de Eduardo Possa, integrante da banda Exclusive Os Cabides.

Sobre Marina Mole

Marina Mole é uma artista brasiliense radicada em São Paulo e figura ativa na cena alternativa da capital paulistana há cerca de uma década. Cantora e compositora, atua também como jornalista, artista visual e videomaker, circulando pelo mundo da música em múltiplas frentes. Atualmente, tem divulgado as canções de seu próximo álbum, Azucrim, que passa por vertentes do rock como punk, surf e garage, que chega às plataformas em setembro. Luneta Azul foi o single a anunciar o lançamento. 

Foto por Karin Santa Rosa. Colorida à mão por Marina Mole

Entre 2018 e 2020, reuniu gravações caseiras que deram origem ao álbum perdi as track só tem demo (Seloki Records, 2022), um registro lo-fi e espontâneo. Participou dos discos no-fi (2025), da guandu, e Paranoia (2022), de Leo Fazio – também lançou com ele e Wesley Castelhano o álbum Gambiarra pra Cachola (2023), pelo projeto Naculudu. 

Em 2025, realizou seu primeiro show solo, integrando a programação de encerramento da exposição de Arnaldo Baptista na Casa Slamb, em São Paulo. Desde então, dividiu o palco com projetos como Lê Almeida (Oruã), Gueersh, Tutu Naná e Supervão, chamando atenção por sua performance enérgica.

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FICHA TÉCNICA

Letra: Marina Mole e Guilherme Ziggy

Composição, voz e guitarra: Marina Mole

Guitarra e backing vocal: Vitor Wutzki

Baixo: Lucas Monch

Bateria e backing vocal: cleozinhu

Mixagem e masterização: Eduardo Possa 

Gravação por Beeau Gomez no Estúdio memoria

Selo: Café8 Music

Capa

Lettering, design e pintura da fotografia: Marina Mole 

Foto: Karin Santa Rosa

Styling: Carolina Anunciata e Ana Zumpano

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