Terceiro álbum do Black Swan, Paralyzed,  transita entre o hard rock melódico, o heavy rock e momentos próximos do AOR em um repertório enérgico e moderno.

Quando o Black Swan foi anunciado em 2020, o encontro entre Robin McAuley, Reb Beach, Jeff Pilson e Matt Starr despertou atenção pela reunião de músicos experientes e consagrados. Com dois discos de estúdio lançados anteriormente, o quarteto chega ao terceiro capítulo de sua trajetória demonstrando que a química entre seus integrantes evoluiu de forma natural.

Lançado pela Frontiers Records, e distribuído no Brasil pela Shinigami Records, Paralyzed apresenta 11 faixas que transitam entre o hard rock melódico, o heavy rock e momentos próximos do AOR em um repertório consistente, mostrando um Black Swan maduro, seguro de sua identidade e em plena sintonia com o hard rock contemporâneo.

Foto: Enzo Mazzeo

Um hino do hard rock a cada faixa

A abertura com a enérgica “When The Cold Wind Blows” já deixa claro o que vem por aí. O riff com ares de classic rock e o refrão marcante cravam a ideia de músicas para cantar junto e em grandes arenas. Logo depois, “The Death of Me” aumenta a intensidade com guitarras mais agressivas e fazendo reinar o espírito do hard rock. Dê atenção especial para o solo, cheio de técnica e emoção. “Different Kinda Woman” vem em seguida com uma bateria empolgante, que abre espaço para uma atmosfera vibrante e cheia de sensualidade para falar de uma mulher inesquecível: uma peça clássica do estilo.

“If I Was King” amplia a dinâmica do álbum ao apostar em mudanças de andamento e uma construção mais grandiosa. Certamente, uma das faixas mais interessantes de Paralyzed. Na sequência, “Shakedown” surge trazendo um pouco mais de peso, mas com uma melodia cativante e um refrão que gruda na mente. Além de ser um dos melhores desempenhos de Beach nas seis cordas.

“The Fire And The Flame” traz uma sonoridade mais brilhante e abre espaço para destacar a interpretação de McAuley numa faixa que equilibra bem a melodia e o poder do hard rock. Já “I’m Ready” desacelera um pouco mostrando o que, de início, parece uma balada envolvente, mas que surpreende com um refrão expressivo, icônico e solo cheio de peso e emoção.

A faixa-título, “Paralyzed” concentra praticamente todas as qualidades do álbum: refrão memorável, guitarras afiadas e uma performance vocal impecável. Ela consegue ser a cara do estilo sem soar datada.

Nos momentos finais, “Carry On” acrescenta um clima super pra cima ao repertório antes de “Battered And Bruised” explorar uma atmosfera mais introspectiva, mas sem baixar a energia. Apesar de ser uma faixa de andamento um pouco mais lento, ela brilha em potência.

O encerramento com “What The Future Holds” é uma preciosidade. Iniciando com um baixo super envolvente e aquela energia única, ela funciona como uma síntese do disco, reunindo melodias marcantes, boas variações de intensidade e espaço para que cada integrante mostre sua personalidade.

Mais do que reunir grandes nomes do rock, Paralyzed apresenta uma banda que sabe o que está fazendo. Com composições bem estruturadas, produção refinada e interpretações marcantes, o Black Swan une maturidade e modernidade mostrando que se encaixa bem dentro do hard rock melódico contemporâneo, entregando a energia que o estilo pede sem soar datado.

Paralyzed Tracklist | Black Swan

1. When The Cold Wind Blows

2. Death Of Me

3. Different Kind Of Woman

4. If I Was King

5. Shakedown

6. The Fire And The Flame

7. I’m Ready

8. Paralyzed

9. Carry On

10. Battered And Bruised

11. What The Future Holds

Black Swan é

Robin McAuley – Vocal

Reb Beach – Guitarra

Jeff Pilson – Baixo

Matt Starr – Bateria

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