“fine!?” estará no disco de estreia da artista produzido por Cris Bottarelli do Far From Alaska, Ego Kill Talent.
Depois de três EPs, Julie Neff, enfim, prepara seu disco de estreia: fine. será lançado em 2026, mas a artista liberou, no último dia 10, “fine!?”, seu primeiro single. Seria o mesmo título não fosse pela pontuação. Enquanto na canção, a interjeição traz dúvida, no título do álbum, o ponto final representa uma aceitação perante a jornada. “Em inglês, fine tem muitos significados e estou brincando um pouco com isso”, comenta Julie. “Essa música, assim como todo o álbum, trata de reparação, de encontrar cura e beleza nas partes quebradas que temos dentro de nós”, conta a artista.
“fine!?” fala sobre lidar com um sentimento incômodo quando se está com depressão e ansiedade, e, de certa forma, precisa fingir que está tudo bem. A letra traz um tom bastante pessoal, inclusive: “Depois de anos lidando com dores crônicas e doenças, depressão e ansiedade, descobri que essa percepção de ‘ter tudo sob controle’ pode ser bastante perigosa.
Significa que você provavelmente não vai pedir ajuda quando precisar e seus amigos não saberão o que está se passando realmente com você. “fine!?”, portanto, é uma tentativa de entender esse sentimento, essa dor, e articulá-la internamente de uma forma que possa esclarecer um pouco para mim e para os outros. É um passo à frente para me permitir ser imperfeita na frente dos outros e reconhecer quando as coisas não estão bem”, comenta Julie.
Quanto ao significado do título, Julie explica: “Na maioria das vezes, sinto que ‘fine’ é uma palavra usada para desviar da pergunta ‘como você está?’ ou ´como vão as coisas?´, quando você realmente não quer responder”.
Arte japonesa como partida
Julie conta que a arte japonesa de Kitsugi foi um grande ponto de partida para a identidade visual do álbum: “A ideia de que se pode reparar e criar algo ainda mais bonito usando as partes quebradas de nós mesmos. Combinamos essa ideia com meu amor pela moda e maquiagem para criar um conceito dessa lágrima dourada e desconstruída. Criamos um visual ‘sofisticado’ (também conhecido como chique) com a produção de moda, cabelo, maquiagem e jóias — a imagem da perfeição, exceto por uma lágrima. Marina Mole, que assina como Mole Enterprise, trouxe algumas referências de iluminação lindas e Bruna Hissae criou um visual deslumbrante”.

FICHA TÉCNICA
Música
“fine!?” é uma composição de Julie Neff
Produção: Cris Botarelli
Engenharia de som: Simon Petraki
Gravado no Seratone Studios
Mix por Simon Petraki
Diretor da mix de voz: Nevon Sinclair
Master por Sage Kim (Laquer Mastering)
Vocais: Julie Neff
Guitarra: Eric Mercer
Baixo: Cris Botarelli
Bateria: Mike Hand
Percussão: Lara Klaus
Guitarra Lap Steel: Cris Botarelli
Parte financiado pelo Canada Council for the Arts
Arte
Foto – Bruna Hissae
Assistente de fotografia – Vinicius Corrêa
Direção de arte – Marina Mole (Mole Enterprise)
Cabelo e maquiagem – Désirée
Produção de moda – Bru Policastro
Sessão de fotos realizada no Gallery Studio

Sobre Julie Neff
Julie Neff já tem três EPs lançados: Catharsis (EP – 2018), Growing Pains (EP – 2019) e Over It (EP – 2021) e, estreia o primeiro álbum em 2026 que terá produção da brasileira Cris Botarelli (Far From Alaska, Ego Kill Talent e swave).
A música da artista canadense é conhecida por ser carregada de emoção, dando luz a questões internas, sobre como lidar com diferentes sentimentos, seja quando se sente sob a pressão de uma decepção amorosa ou de uma angústia, e também sob a pressão da esperança e da busca por propósito. E, através de sua voz, como um kintsugi líquido, Julie mostra o caminho a seguir.
Ela vem construindo sua trajetória na música de forma constante nos últimos anos, os lançamentos dos três EP’s e os diversos shows em diferentes países – além do Canadá, claro, já passou por Brasil, Canadá, Estados Unidos, México e Irlanda –, além da convivência com diferentes culturas, tudo isso culmina na artista que ela se tornou para, enfim, lançar o álbum completo, fine., em 2026. Ao longo das faixas, a artista faz referências a vários gêneros, transitando entre o rock, o country e o blues, permitindo que cada faixa encontre a emoção onde ela estiver.
Julie Neff online
Conteúdo e assessoria: Cafe 8





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