Francesco Paoli, vocalista do Fleshgod Apocalypse, fala sobre o álbum Opera, arte, decadência e a expectativa para a turnê no Brasil ao lado do Epica.
Em setembro de 2025, o Brasil receberá uma das turnês mais aguardadas do metal sinfônico: Fleshgod Apocalypse será a banda de abertura dos holandeses do Epica em cinco cidades brasileiras. Às vésperas dessa jornada, conversamos com Francesco Paoli, vocalista e mente criativa por trás da banda italiana. Em uma entrevista reveladora, ele falou sobre o novo álbum Opera, seu acidente quase fatal, a expressão artística como ponto de reflexão em tempos de guerra e decadência e a relação visceral entre som e estética.
A estética como arma contra a decadência
Com uma capa poderosa e simbólica, Opera apresenta Verônica, vocalista da banda, como uma figura quase divina. Segundo Paoli, a imagem representa “uma entidade superior que derrota a decadência social e artística da era moderna”. A escolha não foi aleatória. “Ela é a melhor parte da música do Fleshgod Apocalypse. As partes dela são as mais melódicas, épicas e doces”, explicou o vocalista, ressaltando que a presença feminina na capa também simboliza a beleza e a força da arte em tempos sombrios.
Para Paoli, a arte tem um papel fundamental na resistência cultural. “A mensagem era clara: levar arte e cultura para as pessoas da maneira que conseguirmos. A cultura sempre vai superar a injustiça. O poder da arte é imbatível”, afirmou.
Entre o passado e o presente: lições da história
Um dos pilares da sonoridade do Fleshgod Apocalypse é a fusão entre o death metal e a ópera clássica. Mas essa mistura vai além da música, ela expressa uma visão filosófica. “Nós estamos fundindo dois mundos diferentes que parecem distantes, mas não são. Reavaliar e aprender com o passado nos ajuda a progredir como humanidade”, disse Paoli.
A crítica à obsessão pela modernidade é clara. “Às vezes pensamos que tudo do passado é apenas velho, mas esquecemos que o ser humano tem memória muito curta. Estamos repetindo erros. Estamos indo para a guerra de novo porque não aprendemos com o que aconteceu há 50 anos”, refletiu o músico.
O acidente que virou música
Em 2020, Francesco sofreu um grave acidente de escalada que quase lhe custou a vida. Esse episódio marca profundamente o conteúdo lírico e emocional de Opera, especialmente na faixa “Pendulum”. “Existe um eu antes e um eu depois do acidente, 100%. Foi importante colocar isso em palavras, transformar a dor em arte. Pode ser útil para outras pessoas que enfrentam dificuldades”, contou.
A experiência transformou sua perspectiva sobre a vida e sobre a música. “Agora estou muito mais consciente e grato pelo que tenho. A música mudou porque eu mudei. Falar de algo difícil resultou em uma trilha sonora que, apesar de brutal, também é um renascimento.”
Gravar o videoclipe de “Pendulum”, com fortes metáforas visuais sobre o acidente, foi um processo emocionalmente intenso. “Foi difícil. Ser pendurado o tempo todo foi estressante. Mas usamos a arte para fazer as pazes com a dor. Hoje, na maioria dos dias, estou em paz com o que aconteceu.”
A ‘Opera’ que ainda pode virar… ópera?
Encontrar harmonia entre o death metal e o lirismo sinfônico não é tarefa fácil. “Essa é definitivamente a parte mais difícil. Mas com o tempo, refinamos nossas ferramentas, nossas formas”, comentou. O álbum Opera representa esse amadurecimento. Segundo ele, a banda está super feliz com a forma como está construindo sua sonoridade, e já vislumbra novas possibilidades nas próximas composições.
Com um conceito tão forte e esteticamente rico, Opera poderia facilmente ganhar novas formas — cinema, literatura ou até mesmo uma ópera de verdade. E os planos existem, mesmo que embrionários. “Pensamos em fazer um show com orquestra, como uma grande celebração. Seria uma grande conquista para a banda. Ainda não é o momento, mas é um objetivo futuro”, revelou Paoli. Por ora, um curta ou um filme ainda não estão nos planos, mas a grandiosidade do projeto certamente inspira novos formatos.
volta ao Brasil será abrindo fogo
A expectativa para a turnê com o Epica é alta dos dois lados. Paoli não esconde o entusiasmo: “Vamos trazer fogo, e espero fogo de vocês também! O Brasil é incrível, com uma cultura imensa. Muitos italianos migraram para aí, então compartilhamos muita história. Vai ser uma grande noite, 100%.”
Fleshgod Apocalypse e Epica se apresentam juntos em Porto Alegre, Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo, em setembro de 2025. Prepare-se para uma experiência que transcende o som, uma verdadeira celebração da arte em sua forma mais extrema, intensa e bela.
Assista a entrevista completa com Francesco Paoli em nosso canal do Youtube
SERVIÇO Epica no Brasil em setembro de 2025
06/09 em Porto Alegre/RS
Local: Opinião
Site de vendas: @fastix.br | www.fastix.com.br
07/09 em Curitiba/PR
Local: Ópera de Arame
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09/09 em Belo Horizonte/MG
Local: Grande Teatro BeFly Minascentro
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11/09 em Brasília/DF
Local: Toinha
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13/09 no Rio de Janeiro/RJ
Local: Sacadura 154
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14/09 em São Paulo/SP
Local: Terra SP
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Para mais informações
instagram.com/liberationmcofficial
www.instagram.com/fleshgodofficial
instagram.com/tedesco.com.midia





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