Nesta entrevista, Fábio Caldeira, vocalista do Maestrick, conta sobre a complexidade do novo álbum “Espresso Della Vita: Lunare”, o feat com Roy Khan e o Bangers Open Air.
Tendo como forte marca, a criatividade e a diversidade sonora, o Maestrick se prepara para mais um super álbum cheio de referências e participações. E a banda já nos deu um gostinho com os singles lançados, sendo um deles – inclusive – com Roy Khan. Além dessa odisseia, o Maestrick tem outra grande missão no ano: a participação no Bangers Open Air.
Nesta entrevista, o vocalista Fábio Caldeira nos contou todos os preparativos para o festival e detalhou segredos do novo trabalho conceitual “Espresso Della Vita: Lunare”. Confira.
Em 2025, o Maestrick promete surpreender o público com “Espresso Della Vita: Lunare”, uma jornada que começou em 2018 com o “Espresso Della Vita: Solare”. Uma obra super complexa e conceitual, que revela todo o cuidado de composição dos músicos. E, para entendermos um pouco da grandiosidade de “Espresso Della Vita”, Fábio detalhou o conceito dos dois álbuns:
“Em linhas gerais, o “Espresso Della Vita” conta a história de uma viagem de trem de um dia como uma metáfora para nossa jornada nessa existência. Assim, o Solare representa as doze primeiras horas do dia, com doze músicas/estações, do embarque/nascimento até o início da vida adulta.”
Nos trilhos desde 2018, este trem finalmente chega a 2025 com a segunda metade dessa jornada, nomeado como “Espresso Della Vita: Lunare”:
“O Lunare conta a segunda metade da vida/viagem. Ele vai de onde o Solare parou até a descida/morte do personagem, com mais doze músicas representando as doze horas da noite.”
Desse modo, os dois discos são complementares: musical e conceitualmente. Mas quando questionado sobre a demora para chegar até a estação final, Fábio comentou que, além das dificuldades da pandemia, a banda é bastante exigente com seus trabalhos, o que torna as coisas mais lentas. Afinal, é preciso “experienciar coisas novas, muita pesquisa, estudo e registrar isso com a melhor qualidade possível”.
Outro detalhe é o processo de lançamento, que passa por diversas etapas. Mas nisso, eles são apoiados pela gravadora, a Frontiers. Dentro desse cronograma, está o lançamento dos singles, que vêm ocorrendo desde o ano passado e que já dão uma boa prévia do que teremos por aí.
Criatividade e mistura de estilos marcam os últimos singles
JS: A sonoridade de vocês é ultra diversa englobando vários estilos, como podemos ouvir em “Ethereal”, por exemplo. Como funcionam os momentos de composição com tantas referências assim? Vocês acreditam que foram incorporando mais elementos e estilos ao longo do tempo?
Fábio Caldeira: Nós somos curiosos por natureza. Gostamos de escutar e estudar coisas diversas. Então, acaba sendo natural, quando as ideias vêm, que tenham as mais diversas inspirações e diferentes roupagens. Para nós, é mais importante a coerência das histórias que contamos, e portanto, criar imagens sonoras para a imersão do ouvinte, do que um compromisso inabalável com um tipo de estilo ou estética de composição.
JS: “Upside down” traz uma grande mistura de sensações e estilos. Ao mesmo tempo que parece um musical do Tim Burton, tem os sintetizadores que remetem ao rock dos anos 70 e ainda uma forte marca do metal moderno. Qual atmosfera vocês querem passar no fim das contas?
Fábio Caldeira: Upside Down representa na história, o início da noite e da vida adulta do personagem principal. Isso significa que as coisas nunca mais serão como antes, tudo está de cabeça para baixo. Por outro lado, ele ainda tem uma lente infantil para o que está vendo e conhecendo. Assim, a atmosfera que queremos passar é de malícia, confusão, escuridão etc., experienciadas por alguém ainda infantil e inocente.
JS: “Lunar Vortex” também é bem diferente, cheia de elementos eletrônicos, ao mesmo tempo que tem a pegada heavy metal do Roy Khan (Conception). Como foi trabalhar com ele? Ele participou do processo de composição dessa música ou vocês apresentaram a proposta?
Fábio Caldeira: Foi incrível. Nos tornamos amigos depois do show do Edu Falaschi que participamos no início de 2024 e mantivemos contato até que ele convidou o Maestrick para tocar com o Conception no show que fariam em São Paulo. A música, que já estava pronta, teve a abordagem da melodia inspirada na forma do Roy cantar.
Então, diante desse cenário favorável, o convite foi uma feliz consequência. Ele pediu para ouvir a música, gostou muito dela, e aí aceitou. Mas a cereja do bolo foi que as datas para a turnê do Conception foram postergadas e conseguimos que ele estivesse aqui para que também participasse do videoclipe.

Um detalhe comentado por Fábio e que vale o destaque é que esta foi “a primeira vez que Roy Khan aceitou participar de um vídeo que não fosse de uma das bandas dele”.
Já deu pra notar que o Maestrick têm trazido uma experiência diferente para cada single e fica até difícil imaginar que direção “Espresso Della Vita: Lunare” vai tomar.
Então, perguntei o que podemos esperar em termos de estilos e participações. Ele revelou que ainda virá mais um single seguindo esse padrão diverso e complementou:
Desde o começo, o Maestrick foi um ponto de convergência para diferentes manifestações artísticas. Temos encontros inusitados de estilos, idiomas, pessoas e texturas.
Com quase 20 anos de história, a banda é reconhecida por focar no world music, no prog metal, na música clássica e regional brasileira. Isso faz do Maestrick um poço de criatividade e deixa os fãs na expectativa de cada lançamento. Sobre a jornada desse novo trabalho, Fábio disse:
“O Lunare continua com esse propósito de liberdade, mas em nosso momento mais maduro e preparado. É o segundo trabalho que fazemos com o produtor Adair Daufembach (Megadeth, Kiko Loureiro) e nossa sinergia foi para outro nível também”.
E prometeu:
“Temos participações incríveis, inusitadas e garanto que será uma viagem incrível. Não poderíamos estar mais orgulhosos e ansiosos para a chegada desse trem”.
E não estamos todos?
Shows internacionais e Bangers Open Air 2025
Com tanta história, o Maestrick já passou por diversos momentos, inclusive por experiências internacionais. Isso porque eles são super queridos em diversos outros países.
JS: A banda tem bastante reconhecimento internacional. Como vocês veem a diferença de público e como vocês conquistaram outros países?
Fábio Caldeira: Bem, o Maestrick existe há dezenove anos e sempre trabalhamos para levar nossa música ao maior número de lugares possíveis. E desde nosso primeiro disco, “Unpuzzle!”, fizemos o melhor para que ele não fosse lançado apenas aqui no Brasil.
Assim, conseguimos um contrato para Europa, América do Norte e distribuição no Japão. O “Solare”, saiu pela Marquee/Avalon (do Japão) por toda a Ásia, fizemos nossa primeira turnê Europeia em 2018 e shows pela América do Sul.
No ano passado, tivemos a felicidade de voltar a Europa para tocar no ProgPower Europe e Baarlo, na Holanda e esse ano faremos nossa estreia nos Estados Unidos, tocando no ProgPower USA. O Lunare sairá mundialmente pela Frontiers Music. Então, acredito que isso seja devido a constância, a dedicação, a busca pelo crescimento individual e coletivo. Somos curiosos e insistentes. rs

JS: A banda está com apresentação marcada no Bangers Open Air 2025. Conte como surgiu o convite e como vocês reagiram. O que podemos esperar do show?
Fábio Caldeira: Como estamos nos aproximando de um novo álbum, lançando singles desde fevereiro do ano passado e envolvidos em várias ações de divulgação, isso chamou atenção do festival. Assim, estamos muito felizes e honrados. Como a ocasião pede, faremos algo muito especial para coroar esse momento especial do Maestrick.
Fique de olho nas redes sociais da banda para não perder os lançamentos:
Mais sobre o Maestrick
Fundado em São José do Rio Preto/SP por três amigos, o Maestrick está na ativa desde 2006 e incorpora ao seu som elementos de rock e heavy metal progressivo, música regional brasileira, world music e música clássica.
A banda já lançou dois álbuns no Brasil, Europa, Estados Unidos e Japão, sendo reconhecida por beber de diferentes fontes artísticas – como cinema, artes plásticas, visuais e literatura – para suas composições, o que resulta em um estilo único e, segundo críticos especializados, inovador.
Não é de se surpreender que o Maestrick conquiste fãs de cinema, especialmente aqueles que admiram Tim Burton, Georges Méliès, Guillermo del Toro e Christopher Nolan. Na música, atrai ouvintes de rock/metal moderno, como Muse, além de estilos mais nichados dentro do metal, como Dream Theater, Haken, Jinjer, Spirit Box e clássicos como Queen, Yes e Gentle Giant.
Suas músicas abordam temas cotidianos e complexos da natureza humana. O álbum “Espresso Della Vita: Solare”, de 2018, recebeu da revista BURRN! – uma das publicações musicais mais respeitadas do mundo – a nota de 86/100, um feito notável para o padrão da publicação. O sucesso de Solare levou a uma turnê europeia com nove shows na Suíça, Itália, Polônia e República Tcheca.

Formação:
Fábio Caldeira – Vocal, Piano, Sintetizadores e Orquestrações
Guilherme Carvalho – Guitarra
Renato “Montanha” Somera – Baixo
Heitor Matos – Bateria e Percussão
Mais informações sobre a Maestrick:
Facebook: https://www.facebook.com/maestrick/
Instagram: https://www.instagram.com/maestrickofficial/
Sobre o Bangers Open Air
O Bangers Open Air 2025 promete ser uma experiência inesquecível para os fãs de metal. Este evento não apenas celebra a música pesada, mas também a paixão e a energia que unem fãs de todo o mundo. Com um line-up que mistura lendas consagradas e talentos emergentes, o festival se consolida como um dos mais aguardados do ano.
Os ingressos estão disponíveis de forma online, através do Clube do Ingresso. O ingresso solidário do GRAACC está disponível no valor de R$565,00 por dia, com doação de R$20,00 à instituição já inclusa. Outras modalidades e setores estão disponíveis através do site do Clube do Ingresso. *Crianças de até 10 anos de idade não pagam entrada.

Mais informações
Mais sobre o festival: https://linktr.ee/bangersopenair
Outras informações em: https://bangersopenair.com/





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