A 26ª edição do Festival MADA contou com shows de Pitty, Duda Beat, Xande de Pilares e até um “redário” como parte das ativações de marca.
Por: Adriane Galvão
O Festival Música Alimento da Alma (MADA) teve início na última sexta-feira, 18, e contou com várias atrações, ativações exclusivas e uma plateia intensa. Com dois palcos montados no gramado do Estádio Arena das Dunas, em Natal/RN, o festival recebeu apresentações de artistas nacionais que envolveram gêneros como MPB, rock nacional, samba, rap, trap, indie e pop.
Além dos espaços já conhecidos pelo público do MADA, como a lojinha do MADA e o estúdio de tatuagem, esse ano o festival também trouxe o lounge gamer, espaço de beleza, um “redário” como espaço imersivo do Visite Rio Grande do Norte, um touro mecânico, e várias outras opções espalhadas ao redor do Arena. Junto a tudo isso, também teve a transmissão inédita do MADA no G1 e em 28 afiliadas da Rede Globo.
Palco Claro
- GRACINHA
A artista Gracinha abriu o Festival MADA às 19h15, no Palco Claro, com seu álbum de estreia “Corpo Celeste”. As faixas do álbum, escritas por Gracinha, evocam a cura das dores da solidão e da preterição. Segundo a artista, suas músicas podem ser consideradas uma mescla do Rock com o Jazz, e possuem fortes influências de bandas como Ave Sangria e Boogarins. A artista teve uma recepção calorosa de um público animado que cantou ao lado da cantora sucessos como “Farol”, “Vênus” e “Cuéntame”.
- PITTY
Aparentemente, este era o show mais esperado pelo público da primeira noite. Considerada por muitos como a Imperatriz do MADA, Pitty já esteve presente em várias edições do festival e sempre reuniu uma multidão para prestigiar seus shows. Por isso, dessa vez não foi diferente. A artista revisitou clássicos de sua trajetória artística e trouxe para o palco a agitação de músicas como “Admirável Chip Novo” e “Me adora”, assim como também emocionou o público com os sucessos “Na sua estante” e “Equalize”.
- MAGO DE TARSO

O pernambucano Ian Siqueira, mais conhecido como Mago de Tarso, trouxe para o palco do Festival MADA suas músicas que mesclam trap, mangue beat – movimento de contracultura que surgiu na cidade de Recife, no começo da década de 30 -, forró e outros gêneros musicais. O rapper se jogou na ‘roda punk’ do público e cantou músicas que valorizavam a cultura de Pernambuco, resgatando nomes fortes da região, como Chico Science.
- BK

Encerrando a primeira noite do festival, o rapper carioca Abebe Bikila Costa Santos, popularmente conhecido como BK, fechou com chave de ouro o Palco Claro. O rapper apresentou músicas que fizeram parte da sua trajetória artística, como “Planos” e “Amores, Vícios e Obsessões”, composições já consolidadas como clássicos do rap nacional. O artista agitou o gramado da Arena das Dunas e fez o público cantar em uníssono suas canções.
PALCO COCA-COLA
- ANA FRANGO ELÉTRICO

Abrindo o Palco Coca-Cola, a Ana Frango Elétrico animou um público fiel que cantou em coro as músicas do seu álbum “Me chama de gato que eu sou sua”. Com um pop dos anos 80 e músicas intimistas ao som de flautas, o repertório de Ana trouxe uma vibe nostálgica e contagiante para o palco do Festival MADA. A cantora, que foi indicada este ano na categoria de “Melhor Álbum de Rock ou de Música Alternativa em Língua Portuguesa” do Grammy Latino, performou os hits “Coisa Maluca”, “Insista em Mim” e “Electric Fish”.
- XANDE DE PILARES

Ao som de “Muito Romântico”, Xande de Pilares abriu o show “Xande canta Caetano” trazendo para os fãs de Caetano Veloso uma interpretação única dos clássicos da MPB. Essa é a primeira vez que Xande se apresenta no palco do MADA e ficou impressionado com a quantidade de pessoas que cantaram ao seu lado de forma visceral sucessos de Caetano Veloso como “Força estranha” e “Alegria, Alegria”. Além disso, ele também cantou sucessos da própria carreira e fez o público sambar ao som de “Deixa acontecer”.
- DUDA BEAT

Trazendo para terras potiguares seu novo álbum, “Tara e Tal”, a cantora pernambucana Duda Beat apresentou no Palco Coca-Cola faixas envolventes que mesclam beats dos anos 1990 e 2000 com textura eletrônica. Duda já é conhecida pelo público do Festival MADA e além de performar suas novas músicas – com um corpo de dançarinas -, também atendeu aos pedidos dos fãs e cantou sucessos do seu primeiro álbum como “Bichinho” e “Bolo de Rolo”.
- BAILE DA AMADA (BADSISTA, RAMEMES, MISS TACACÁ)
No ano passado, a organização do Festival MADA criou o palco “Baile da Amada: um festival dentro do festival”, porém, este ano, quando os shows principais terminaram, o Palco Coca-Cola deu abertura ao Baile da Amada, com os shows das DJs Badsista, Ramemes e Miss Tacacá. Este espaço na programação faz referências às tendas eletrônicas que aconteceram no MADA entre os anos de 2001 e 2009, mas ao mesmo tempo ressalta a pluralidade do festival que sempre está de olho nas inovações musicais.
SOBRE O Festival MADA – MÚSICA ALIMENTO DA ALMA
A produção do MADA destaca-se por privilegiar a música contemporânea e de vanguarda, abrangendo gêneros como pop, rap, MPB e indie em suas diversas vertentes de sotaque, identidade e estilo. Esse equilíbrio distintivo consagrou o MADA como o evento musical de maior público no Rio Grande do Norte e um dos maiores do Brasil.
Ao longo de sua história, o Festival MADA já teve sede em diferentes lugares, desde o bairro histórico da Ribeira (1998 a 2003) até a Arena do Imirá, na beira mar da Via Costeira (2004 a 2011), passando pelo bairro das Rocas (2012 e 2013), até chegar ao estádio de futebol Arena das Dunas. Durante esse percurso, o MADA proporcionou apresentações de mais de 700 bandas e artistas independentes, além de grandes atrações nacionais e internacionais.





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