Yasmin Amaral e Tamy Leopoldo, da Eskröta, falam sobre crossover, Knotfest, Rock in Rio e muito mais nesta entrevista.
Nesta entrevista para O Jardim Sonoro, Yasmin Amaral e Tamy Leopoldo contam como foi tocar no Rock in Rio 2024 ao lado da banda The Monics, sobre collabs com Suicidal Tendencies e Bayside Kings e também sobre as expectativas para o Knotfest 2024, os desafios das bandas crossover e muito mais.
JS: Vocês acabaram de tocar no Rock in Rio com a The Mönic. Como foi a experiência de estar no Palco SuperNova e como foi a recepção do público?
Tamy: Eu não estava nervosa quanto a chegar e tocar, porque a gente ensaiou bastante. Mas eu estava preocupada em relação ao público, porque o palco ficava longe da entrada da galera no festival. Eu estava com receio de não ter tantas pessoas, mas a galera chegou chegando. Os nossos fãs e os da The Mönic prometeram que iam colar na grade e apareceram mesmo e abriram roda. Foi incrível!
JS: O pessoal comenta que o Rock in Rio (RIR) quase não tem mais rock, mas os palcos menores são os que mais apresentam as novidades do estilo, além de bandas novas. Como vocês veem isso no RIR, especialmente neste ano de 2024?
Yasmin: Hoje o meu pensamento tá muito mais aberto com relação a isso. Hoje eu entendo que o Rock in Rio é um mercado e as pessoas estão interessadas em ir e conhecer o festival. Às vezes, a gente se sabota achando que o RIR não é tudo isso, mas é tudo isso e muito mais. Quando entramos no palco com a The Mönic, já tava cheio de gente e, apesar de não ser mais totalmente sobre o rock, ainda vale muito a pena sim estar lá e dá muita galera sim. É muito legal.
JS: Vocês estão com diversas datas de show marcadas não só no Brasil, mas em outros países. Como vocês veem a questão dos espaços para bandas de estilo crossover? Vocês têm uma visão geral de como o estilo está no mundo? onde vocês acham que tá mais forte?
Yasmin: O crossover é aquele estilo que, ao mesmo tempo que tá em todo lugar, não tá em lugar nenhum, porque ele mistura thrash com hardcore, punk e por aí vai. Então, eu não acho que existe um foco no crossover, porque o estilo não é tradicional. Quando a gente começou, nossa ideia era se divertir. Nenhuma banda é igual a outra, mas o legal é que a gente consegue tocar tanto em festivais de metal quanto de hardcore.
Tamy: Eu acho que ter uma banda de crossover é uma grande vantagem, porque um dia a gente tá num festival de metal e no outro de hardcore e isso é muito legal.
JS: Vocês gravaram a música “Nós somos família” com o Suicidal Tendencies. Como chegou o convite pra vocês e como vocês se sentiram?
Tamy: Nossa, a gente ficou extasiada por fazer uma turnê com uma banda que é muito referência para gente. Foi divertido e inacreditável.
Yasmin: No dia da gravação de “Nós somos família”, ao mesmo tempo que tinha gente mais próxima da gente como Mayara Puertas (do Torture Squad) e Milton Aguiar (do Bayside Kings), tinha muita gente mais distante como Supla e o Badauí (do CPM 22). E isso mostra o quanto o Suicidal Tendencies é uma banda que realmente agrega a todos e tem o verdadeiro sentido do crossover, que é o estilo deles também.
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JS: Vocês gravaram a música “Pertencer e conquistar” com o Milton do Bayside Kings. Como foi gravar com ele?
Tamy: A gente já admirava o trabalho da banda dele, mas só nos aproximamos mesmo do Milton depois da turnê com o Bayside Kings. E foi aí que a gente acabou ficando amigo e rolou a possibilidade da gente gravar junto.
Yasmin: Quando eu penso em collab/feat, eu penso sempre em fazer um negócio massa. E aí a gente sempre chama pessoas que a gente acha que tem a ver com a gente. O Milton é uma dessas pessoas. Nossas escolhas acabam sempre dando certo e sendo legal.
JS: Eu queria perguntar um pouco sobre as letras de vocês. Tanto no novo álbum, o “Atenciosamente, Eskröta”, quanto nos anteriores, as letras são sempre focadas em críticas sociais e empoderamento feminino. Mas eu queria saber qual é o momento que o dia a dia vira música pra vcs?
Tamy: Isso acontece todo o tempo, seja a gente vendo TV e assistindo a algum caso de feminicídio ou ouvindo relatos de amigas próximas. A gente observa as coisas que estão ao nosso redor o tempo todo.
Yasmin: A gente pensa em passar informação e promover o empoderamento feminino como no caso da música “Episiotomia”, que foi algo que ouvimos e a gente foi procurar saber pra passar essa informação. Outro exemplo foi a música “Cena tóxica”, que fala sobre a divisão da cena entre esquerda e direita e como tudo isso influenciou no underground. Então, o que define os temas das músicas é quando pensamos em qual mensagem vale a pena passar.
JS: E ainda vem knotfest aí esse ano. Como surgiu o convite pra tocar no Knotfest? Vocês estão reservando alguma surpresa pra esse festival?
Yasmin: Com certeza nosso show não será parecido com o do Rock in Rio, acho que vamos tocar músicas mais pesadas, ainda estamos decidindo. Já o convite foi um choque, porque a gente não esperava que ia rolar, ainda mais no mesmo ano do RIR. A gente vê que o Knotfest tem pensado em fazer um cast que incorpora bandas underground que têm feito um barulho na cena e a gente tá feliz de ser uma delas.
Tamy: Foi uma surpresa e uma emoção porque a gente nunca tocou num estádio, ainda mais com um line-up tão bom quanto esse e junto com Slipknot. A gente tá se preparando muito pra fazer um show incrível, que a galera goste bastante.
Assista a entrevista completa no canal do YouTube dO Jardim Sonoro
Confira as datas dos próximos shows da Eskröta:
20/10/2024 (domingo) Knotfest Brasil – São Paulo / SP
09/11/2024 (sábado) – Varginha / MG
17/11/2024 (domingo) – Guarulhos / SP
23/11/2024 (sábado) – Santa Maria / RS
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Agradecimentos: Simone Catto e Catto Comunicação: cattocomunicacao





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