Nesta entrevista, Jonathan Dörr – vocalista da Reação em Cadeia fala sobre o retorno da banda, sentimentos, revelações e sobre o show que fará dia 05 de outubro em São Paulo.

Jonathan Dörr falou com O Jardim Sonoro sobre como tem sido o retorno do Reação em Cadeia aos palcos, sobre sua surpresa com a renovação do público e a parceria artística com Vitor Kley. Ele também comentou sobre as regravações no trabalho “Clássicos até parar de bater” e sobre a perspectiva de músicas novas. E ainda compartilhou revelações: ele falou de seus sentimentos após a saída do Ego Kill Talent e mencionou novidades exclusivas que estão por vir.

JS- Este ano, veio o “Clássicos até parar de bater”, uma coletânea de regravações dos grandes sucessos do Reação em Cadeia, que deu uma repaginada em 25 músicas da banda. Foi difícil escolher qual iria entrar, já que a banda é cheia de hits?

Jonathan Dörr: Esse projeto foi uma epopeia na minha vida. Eu sempre sonhei em gravar as músicas do Reação em Cadeia com uma superprodução de gravação e isso nunca aconteceu. Não foram só as 25 músicas lançadas, os 1° e 2° discos foram completamente regravados, além de singles que nunca haviam sido lançados como “Canção da despedida”.

Foi difícil fazer a seleção para um primeiro momento. Eu tive a sorte de compor músicas que caíram no gosto da galera, já que o primeiro disco emplacou 9 músicas na rádio. Então, desse montante, eu coloquei o que eu achava que os fãs iriam gostar mais. De início, os fãs ficaram meio receosos com a regravação, mas quando saiu, a galera curtiu muito.

JS- Fala um pouco sobre a escolha do dinossauro na capa do “Clássicos até parar de bater”.

Jonathan Dörr: Eu comecei a pesquisar coisas no Pinterest e caí, aleatoriamente, numa foto de um leilão de um crânio de tiranossauro rex. Então, eu pensei: é isso!. Porque regravar um álbum é quase um trabalho arqueológico de mexer nas faixas e tirar as camadas de overdubs da música… Mas o dinossauro também representa algo muito forte, assim como essas músicas representam muito na minha vida. E o resultado é que agora os fãs sempre comentam com emoji de dinossauro.

Capa “Clássicos até parar de bater”

JS- Reação em Cadeia foi muito a cara dos anos 2000. Como você acha que as músicas envelheceram?

Jonathan Dörr: As músicas envelheceram bem e tiveram a sorte de ter uma roupa nova. Com esse retorno do REC, já são quase 70 shows e neles eu tenho visto muita gente nova na média de 23, 25 anos. Ao mesmo tempo que as músicas fizeram parte da vida das pessoas da minha idade, os fãs trouxeram seus filhos também. E ainda teve as pessoas que descobriram as músicas durante a pandemia.

JS- E após essa fase de shows, qual a perspectiva? Virão músicas novas?

Jonathan Dörr: Eu estou compondo coisas, mas ando a passos lentos para não pressionar o processo de composição. Estando na estrada, eu consigo tirar um pouco o pé do acelerador e compor com calma. Mas a ideia é trazer coisas novas em breve.

JS- Mas há ideias pra projetos além do Reação em Cadeia? 

Jonathan Dörr: Além do Reação, acho que sim, outros projetos em paralelo virão. (Risos) Estou te contando isso em primeira mão!

JS- Vamos falar um pouco da sua história? Você vinha de um momento muito bom com o Ego Kill Talent (EKT), fazendo festivais internacionais e nacionais e até gravou no estúdio do Foo Fighters. Mas veio a pandemia e, em seguida, a sua saída do EKT. Como tudo isso influenciou nas suas decisões? Afinal, mais do que uma transição de banda, foi uma transição de vida, né?

Jonathan Dörr: Você fez uma timeline muito perfeita. A minha saída do Ego Kill Talent após turnê na Europa, em 2022, não estava programada. Mas eu senti que desde a saída do Estevam Romera da banda, que as coisas não eram iguais pra mim. A energia estava diferente e eu sentia como se o EKT não estivesse apontando para a mesma direção, apesar de todo mundo estar brigando para fazer acontecer. Como foi com as turnês internacionais que fizemos. Mas eu acredito que a pandemia mexeu com todo mundo. Havia muita expectativa para o segundo disco, tudo estava muito organizado com empresário, agência… mas a pandemia puxou nosso tapete. Apesar de o disco ser muito legal.

Então, minha saída do Ego Kill Talent não estava planejada, mas foi uma decisão que eu precisei tomar, porque eu senti que eu não estava mais somando. Mas, ao mesmo tempo, é uma ferida que doi, porque foi um projeto que eu coloquei muita energia e pelo qual tenho muito amor. 

É um trabalho muito bonito da minha vida e eu aprendi muito com os caras da banda. Mas dentro das situações que a gente estava, eu achei melhor sair. Essa mudança de vida, até hoje, é um eixo que eu tento ressignificar. 

JS- As lives que você fez durante a pandemia tocando música do Reação em Cadeia influenciaram na sua decisão de voltar com o REC? Pergunto isso porque você também poderia ter criado um outro projeto do zero.

Jonathan Dörr: Era muito mais óbvio eu voltar para o REC, porque havia a demanda dos fãs de me ver tocando essas músicas novamente. Antes de eu sair do EKT, eu fiz dois shows esgotados em Porto Alegre (tocando músicas do Reação em Cadeia) e percebi que as pessoas ainda queriam me ouvir tocar essas músicas. Então, foi algo natural.

JS-  E o público? Quais diferenças você nota nos shows ddo Ego Kill Talent e do Reação em Cadeia?

Jonathan Dörr: O tempo que eu tô na estrada me faz entender como surfar cada onda. Então, eu não senti muita a mudança do público. Mas, claro, no EKT tinha aquela bateção de cabeça e no REC não. 

É diferente, mas voltar pro REC foi como voltar pra casa. Então foi uma mudança tranquila.

JS- A identidade do REC é bem focada na sua imagem, agora. Qual o motivo? A banda é diferente daquela época?

Jonathan Dörr: É complicado falar de uma banda e ter a cara de uma pessoa só, mas no início a ideia era ser um projeto solo mesmo. Apesar de que eu sempre quis estar numa banda. Mas eu sendo o compositor de 99% das músicas, isso mostra que essa banda é muito mais sobre o meu universo, então é mais fácil fazer essa identificação pela minha pessoa. No entanto, a banda é super ativa e opina bastante. Atualmente, estou com os guitarristas Eduardo “Panda” e Thissi Bergmann, além de Tiago Medeiros no baixo e Elias Frenzel na bateria. 

Fotos: Fernando Costa @fernandocostafl

JS- E agora vindo para SP para um show no dia 05 de outubro, a pergunta que fica é: vai rolar turnê pelo Brasil?

Jonathan Dörr: Essas regravações também vieram como forma de levar a banda de volta para o Sudeste e, consequentemente, mostrar para outros lugares do Brasil. A ideia é, sim, andar pelo país: voltar para Minas, Mato Grosso e também Nordeste… e sair um pouco mais da região Sul.

JS- E vai ter alguma surpresa nesse show em SP?

Jonathan Dörr: A surpresa é o próprio show novo, que é incrível. Ele tem assinatura e direção artística de Vitor Kley, que apesar de ser de outro universo, ele tem muito rock and roll na veia e deu um refresh muito legal pra esse show.

O show do Reação em Cadeia em São Paulo será dia 05 de outubro no Teatro B32.

SERVIÇO

Reação Em Cadeia – Clássicos Até Parar de Bater

Data: 05 de outubro de 2024

Horário: 21h30

Local: Teatro B32

Ingressos: https://teatrob32.byinti.com/#/event/reacao-em-cadeia-classicos-ate-parar-de-bater

E se você quiser assistir a entrevista com Jonathan Dörr na íntegra, passa lá no canal do You Tube do Jardim Sonoro pra conferir.

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