Deep Purple encantou os fãs de São Paulo com qualidade técnica e setlist cheio de hits, novidades e músicas exclusivas para o show.
O show do Deep Purple, no dia 13/09, em São Paulo, levou os fãs para uma viagem no tempo com sua sonoridade clássica e projeções psicodélicas. O time, que está na ativa desde o final dos anos 1960, fez uma apresentação carismática, com boa qualidade técnica e com direito até à música brasileira no Espaço Unimed.
Deep Purple trouxe a psicodelia do classic rock
Logo de início, a intro com a canção “Mars, the Bringer of War” de Gustav Holst, já nos localizou para a viagem no tempo que iríamos adentrar. A abertura em grande estilo é suporte para o primeiro grande sucesso do set, “Highway star”, do álbum Machine Head (1972). E, com o público em polvorosa, a banda seguiu com “Hard Lovin’ Man” e “Into the Fire”, outros grandes clássicos dos anos 1970.
Nossa viagem no tempo continua com os telões exibindo as imagens multiplicadas rememorando os efeitos psicodélicos. Além de temas florais e mandalas sempre girando e servindo de base para mais clássicos como “Lazy”, “When a Blind Man Cries” e “Anya”.
Mas o show também teve espaço para músicas novas como “A Bit on the Side”, “Portable Door” e “Lazy Sod” do recém-lançado =1. Além de ter o videoclipe incluso no telão de fundo, que mostra o quanto a banda ainda está ativa e construindo músicas que seguem a estética sonora de seu tempo.
Performances solo abrilhantaram a noite
Alguns momentos solo como o do guitarrista Simon McBride, de 44 anos, encantaram o público, que respondeu com gritos e aplausos. Além deste, houve dois solos de teclado com Don Airey, que esbanjou carisma e virtuosismo. Ele deixou as notas soarem enquanto foi servido por um garçom que lhe trouxe uma taça de vinho. Em seguida, Don ergueu a taça fazendo um brinde ao público, deu um grande gole e voltou a tocar.

Mas não parou por aí, pois em performance exclusiva para São Paulo, o tecladista do Deep Purple presenteou o público tocando clássicos da música nacional. Nisso, ele serviu trechos de “Chega de saudade”, “Bachianas Brasileiras #2” e até do hino nacional brasileiro, em que foi acompanhado pelo coro dos fãs. Algo que não se repetiu na apresentação seguinte no país, que aconteceu no dia 15/09 no Rock in Rio.
Já o vocalista Ian Gillan, com 79 anos, pareceu alegre em estar no palco. Ele tocou gaita, contou histórias, conversou com o público e entregou uma boa performance vocal. Emocionado com o retorno da plateia, ele comentou “fantástico”.
Anos 70, mas também novidades
Obviamente, o público vibrou mais com os grandes sucessos como “Space Truckin’” e ovacionou a banda após a performance de “Smoke on the Water”. Surpreso com o coro que se formou, o vocalista Ian Gillian disse: “apenas incrível”. Em seguida, a banda saiu de cena e voltou para o bis com mais clássicos como: “Hush” e “Black Night”. Finalizando a noite, assim, sob muitos aplausos.
O show do Deep Purple em São Paulo focou especialmente no repertório dos anos 1970. E, apesar de muitos clássicos não terem sido incluídos, o que seria impossível, a banda conquistou a plateia com o que apresentou.
Foi interessante perceber a reação do público às músicas novas, que trouxeram um pouco de confusão. Isso porque, mesmo sendo deste ano, a sonoridade é aquilo que o Deep Purple sempre fez. Nisso, algumas pessoas se questionavam se eram de algum álbum dos anos 1990. Mas, no geral, a banda entregou um show com ótima qualidade técnica, muito carisma e intensa conexão com o público.

Setlist Deep Purple em São Paulo
Intro Mars, the Bringer of War (Gustav Holst song)
Highway Star
A Bit on the Side
Hard Lovin’ Man
Into the Fire
Guitar Solo
Uncommon Man
Lazy Sod
Solo de teclado
Lazy
When a Blind Man Cries
Portable Door
Anya
Solo de teclado
(Trechos de “Chega de saudade”, “Bachianas Brasileiras #2” e hino nacional brasileiro)
Bleeding Obvious
Space Truckin’
Smoke on the Water
Encore:
Green Onions (Booker T. & the MG’s cover)
Hush (Joe South cover)
Black Night





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