Show do Sepultura, no Rio de Janeiro, teve música ainda não tocada na turnê “Celebrating life through death” e público empolgado.

No último sábado, 31 de agosto, foi a vez do Rio de Janeiro receber o Sepultura com seu show da turnê de despedida “Celebrating Life through Death”. O ponto de encontro foi o Farmasi Arena, que recebeu um espetáculo visual e musical com direito a músicas surpresa e participações especiais. Além de fãs empolgados, muito saudosismo e até revelações como o time de futebol do novato Greyson Nekrutman.

Muito hits e um passeio pela história do Sepultura

Às 20h30 em ponto, as luzes da arena se apagaram, dando total foco ao que realmente interessava, o palco. Um backdrop gigante que leva o nome da banda, começa a subir lentamente e o público, num coro sincronizado, começa a gritar a plenos pulmões: “Sepultura! Sepultura! Sepultura!”. Então, quando as luzes do palco se acendem, ouvimos a intro de “Polícia”, música da Banda Titãs, enquanto os músicos se dirigem ao palco. E, sob o comando do vocalista Derrick Green, o show finalmente começa.

Logo de cara, o álbum “Chaos A.D.”, de 1993, foi contemplado com 3 músicas: a primeira, “Refuse/Resist” leva o público ao delírio, com todos pulando e cantando intensamente. Em seguida, o Sepultura emenda os sucessos “Territory” e “Propaganda”. Nesse momento, o backdrop cai, as luzes se apagam e, então, dá-se início a um espetáculo cheio de luzes e vídeos no telão principal. 

Como além de ser uma turnê de despedida, também é uma turnê em Celebração aos 40 anos da banda, eles apresentaram músicas de várias fases do Sepultura, fazendo uma verdadeira “viagem no tempo”. 

Assim, a banda tocou “Phantom Self”, música do álbum “Machine Messiah” de 2017; depois “Dusted” e “Attitude”, músicas do álbum “Roots” de 1996. Derrick Green, sempre muito simpático e carismático, dando aquela arranhada no Português, conversa com o público e agradece a presença de todos. 

Foto: Thompson Santos.

Convidados especiais e surpresa no setlist

Um dos pontos altos do show, certamente, foi a presença de convidados que subiram ao palco para tocar percussão com o Sepultura. Durante a execução de “Kaiowas”, música do álbum “Chaos A.D.” de 1993. Entre anônimos e amigos da banda, estava Fred, ex-baterista da banda Raimundos.

Mas não foi só isso, o show do Sepultura no Rio de Janeiro trouxe uma surpresa para os cariocas. Isso porque a banda adicionou uma música que ainda não tinha sido tocada em sua turnê de despedida. Assim, o presente foi a apresentação de “Orgasmatron”, música do Álbum “Arise” de 1991, que pegou a todos de surpresa. E, diga-se de passagem, foi uma grata surpresa. 

Foto: Thompson Santos.

Andreas saudosista e Greyson vascaíno?

Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, aproveitou para relembrar do primeiro show que a banda fez no Rio de Janeiro. E comentou, ainda, sobre a passagem da banda por palcos históricos da “Cidade Maravilhosa”. Por fim, Andreas agradeceu a todos os fãs cariocas pelo carinho com a banda e contou sobre os passeios que andaram fazendo.

Afinal, durante a passagem do Sepultura pelo Rio de Janeiro, eles visitaram diversos pontos turísticos da cidade. Nisso, foram ao Cristo Redentor e também a São Januário, estádio do time carioca Vasco da Gama. Andreas, então, aproveitou para apresentar o novo baterista Greyson Nekrutman ao público e brincou dizendo que ele passou a ser torcedor do Vasco. E o público, claro, não perdoou, respondendo com uma bela vaia em tom de brincadeira. Pobre, Greyson.

Foto: Thompson Santos.

Público pequeno ou apenas cariocas atrasados?

O Farmasi Arena abriu os portões às 17h da tarde e já contava com uma média de 30 fãs na entrada. Por volta das 18h, ainda havia poucas pessoas e, segundo informações coletadas no local, “até aquele momento, só haviam sido vendidos por volta de 3 mil ingressos”. Isso tendo em vista que a capacidade máxima do Farmasi é de 18 mil pessoas.

Assim sendo, até o pessoal que comprou seus ingressos para a arquibancada de níveis 1, 2 e 3, pôde descer e se juntar ao público da pista. Provavelmente, muitas pessoas deixaram para comprar seus ingressos em cima da hora, o que é de praxe no Rio de Janeiro, não é mesmo? 

Chutando, o público total do show, talvez não tenha ultrapassado 5 mil pessoas. No geral, a pista deu a impressão de estar com um número considerável de pessoas, já que em todos os níveis da arquibancada, havia vários lugares vazios. 

Além disso, houve um pequeno atraso de 30 minutos, visto que o show estava marcado para começar às 20:00 e iniciou às 20h30. O que não foi problema para o público que aguardava ansiosamente para ver o Sepultura como banda principal. Afinal, diferentemente de outras cidades, nesse show do Rio de Janeiro, não houve banda de abertura.

Foto: Thompson Santos.

Sepultura no Rio de Janeiro teve gostinho de “quero mais”

Em um show repleto de clássicos e com um total de 25 músicas, o Sepultura finalizou com: “Ratamahatta” e a icônica “Roots Bloody Roots”, ambas do álbum “Roots” de 1993. Elas contaram com participações especiais como: Chico Brown, filho do músico Carlinhos Brown, e Fred, ex-baterista dos Raimundos, que retornou ao palco para participar das duas faixas finais. Os dois convidados ficaram ao lado do baterista Greyson tocando percussão. 

“Muito obrigado, Rio De Janeiro”. Essa foi a mensagem deixada no telão, ao final do show. Foram 2 horas de um grande espetáculo que ficará marcado na memória e no coração de todos que estavam presentes. É até difícil acreditar que a maior banda nacional de todos os tempos, com seus 40 anos de estrada, está se despedindo dos palcos.  Adeus! … será? 

Mas, apesar da tristeza, o sentimento é de gratidão por ter a oportunidade de assistir a essa despedida. Com certeza, um sentimento geral dos fãs, no qual eu me incluo.

Fã Pedro Paulo foi presenteado com o setlist do show.
Foto: Nerak Asor.
Setlist Sepultura no Rio de Janeiro
  • Polícia – Titãs (Intro)
  • Refuse/Resist
  • Territory
  • Propaganda
  • Phantom Self
  • Dusted
  • Attitude
  • Spit
  • Kairos
  • Means to an End
  • Convicted in Life
  • Guardians of the Earth
  • Mindwar
  • False
  • Choke
  • Escape To The Void
  • Kayowas (Percussão Jam)
  • Dead Embrionic
  • Cells
  • Biotech is Godzilla
  • Agony of Defeat
  • Orgasmatron
  • Troops of Doom
  • Innerself
  • Arise
  • Ratamahatta/Roots
Veja mais fotos do show do Sepultura no Rio de Janeiro

Fotos verticais por Thompson Santos e horizontais por Nerak Asor.

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