Por: Priscilla (@jardim_sonoro)
Sergio Sacra é sergipano e apresenta um trabalho indie folk com melodias pop daqueles que fazem a gente mergulhar no som enquanto pensa na vida. Recentemente, ele estreou em carreira solo (antes fazia parte do Origami Aquém) com músicas criativas e cheias de sentimento. Sergio bateu um papo com O Jardim Sonoro para falar da sua nova fase e de suas inspirações. Vem conferir:
Mudanças e referências sonoras
JS: É perceptível a diferença entre sua banda anterior, o Origami Aquém, e o seu trabalho solo, visto que o Origami Aquém tem sonoridade mais elétrica e o seu solo é mais folk e acústico. Como sua experiência anterior influencia no seu novo momento e qual o seu ideal sonoro neste novo projeto?
Sergio Sacra: Principalmente na produção das músicas (gravação, mix, master). As experiências em estúdio anteriores foram de extrema importância para o resultado final das músicas desse novo projeto, vendo que a gente vai aprendendo alguns truques que são extremamente importantes e fazem toda a diferença na música. Meu ideal é continuar fazendo boas canções que expressem o que penso e sinto e me conectem com todos aqueles que gostarem do som!
JS: Quais são suas principais referências e influências artísticas/musicais?
Sergio Sacra: É uma pergunta difícil, mas tenho buscado principalmente influências que estejam voltadas para esse estilo folk: Raul Seixas, Zé Ramalho, Belchior, Sá e Guarabyra, Guilherme Lamounier. Da cena mais atual gosto principalmente de Vanguart, Maglore e André Prando.

Nova fase folk e indie pop
Sergio lançou recentemente o segundo single da nova fase. ‘Sob a Luz das Estrelas’ via selo quituts (@selo.quituts). A balada acústica tem uma melodia simples e doce aliada a uma harmonia complexa. Algo que caracteriza bem o trabalho do músico, como podemos perceber também no lançamento anterior: “Paris Texas II”.
JS: Suas músicas apresentam muito cuidado em termos de arranjos e na construção das letras, sendo elas bem poéticas. Qual inspiração chega primeiro na hora de compor: a poesia dá vida à música ou o contrário?
Sergio Sacra: Geralmente eu tenho temas em mente, algo que constantemente penso que poderia se tornar uma música, mas, em nenhuma hipótese a letra surge antes da melodia. Preciso primeiro criar uma melodia, pensar no sentimento que ela transmite e só aí começo a pensar na letra. Algumas vezes as músicas saem rápido, mas em outras ocasiões demoram mais.
JS: Sobre “Paris Texas II”, a canção foi inscrita em três festivais de música de Sergipe (IFstar, FIC de Itabaiana e Sescanção) e foi aprovada em todos eles. Qual foi a sensação de ter seu trabalho acolhido e como foi a recepção do público quando você se apresentou ao vivo?
Sergio Sacra: Foi muito legal, é uma experiência que a gente leva pra a vida. É sensacional poder mostrar minha música e persona pra diversas pessoas de diferentes locais. No geral acho que o trabalho vem sido bem recebido em todos os aspectos, tanto apresentações ao vivo quanto os lançamentos, ambos estão superando minhas expectativas.
Inspiração artística além da musical
Além do som, o trabalho de Sergio Sacra chama a atenção pelo cuidado visual. Ele demonstra uma identidade bem característica na capa de singles e lyric videos, o que gera bastante curiosidade.
JS: O lyric video de “Paris Texas II” é bem interessante apresentando artes que passam a impressão de terem sido feitas a mão. Pode contar um pouco sobre a ideia, inspiração e a estética deste vídeo?
Sergio Sacra: Elas realmente foram feitas à mão, a ideia do conceito dos singles e do álbum (que está por vir) é trabalhar com uma estética de diários, desenhos, pinturas antigas, como se fossem aquelas cartas e papéis velhos que achamos entocados nas coisas de nossos avós.
Recepção do público e planos para 2024
JS: Infelizmente, pouco ouvimos falar sobre o Sergipe no circuito nacional. Você poderia comentar um pouco sobre a cena da região e sobre como o público sergipano reage ao seu estilo musical?
Sergio Sacra: Segue o mesmo padrão de qualquer outra banda ou artista alternativo, é um público nichado, mas ainda assim é uma galera bem legal e unida. Temos muitas bandas e artistas legais aqui em Aracaju: Cidade Dormitório, Os Augustos, Alquimistas de Atlântida, Fluxo Fluoema. São diferentes estilos que tem seu espaço e seu público alvo, independente do que você goste de ouvir, vai conseguir achar uma boa opção em Sergipe.
JS: Depois desses dois singles, o público certamente quer saber o que vem por aí em 2024. Quais os próximos planos? Haverão novos lançamentos?
Sergio Sacra: Ainda esse ano pretendo lançar o meu álbum “Duvide dos Astros” e fazer alguns shows pra divulgar o lançamento, quem sabe até em outros estados, vai depender do andar da carruagem. De todo jeito, tenho certeza de que fiz um bom trabalho e que esse álbum é uma obra boa e consistente, fico ansioso para que todos vocês possam ouvi-lo.





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