Deceivers é o décimo primeiro álbum de estúdio da banda sueca de death metal melódico Arch Enemy e já era muito aguardado pelos fãs. Hoje, eu vou comentar o faixa a faixa desse trabalho. Será que ele está mais death ou mais heavy?
Prefere consumir este conteúdo de uma forma mais dinâmica? Então, veja a resenha de Deceivers no YouTube. Se não, siga com a leitura.
“Handshake with devil” já começa com muita virtuosidade na guitarra até dar espaço pra aquela entrada impactante que todo bom álbum de death metal deve ter. Ela traz bateria e baixo de peso e riff acelerado. Além de um vocal que equilibra bem os berros e sua versão limpa. Todo esse conjunto torna a faixa gigante e super empolgante pra começar muito bem o álbum.
Logo depois, chega a faixa título “Deceiver, deceiver”, com sonoridade levemente quebrada e um conjunto veloz e cortante, além de um vocal que remete muito ao metal moderno.
“In the eye of the storm” já traz um pouco das influências de heavy metal e hard rock das décadas passadas que se tornaram a marca da banda. Percebemos isso nos riffs, na guitarra melódica e na bateria lenta e cadenciada. Tudo isso em contraste com o baixo e o vocal, que nos levam para o universo do death metal.
“The watcher” traz mais velocidade e agressividade, além de um refrão cativante e melódico, bem digno de rock de arena.

“Poisoned arrow” nos transporta novamente para o mundo do hard rock com suas guitarras brilhantes, dedilhadas e cheias de eco. O som é completamente contagiante e traz, ainda, ambientações suaves no início e ao final da faixa impulsionadas pelos teclados.
“Sunset over the empire” é a faixa mais criativa, até esse momento do álbum. Ela consegue juntar peso, melodia cativante e ainda inserir todas as marcas padrão do estilo da banda. Ela é quase um resumo de tudo que o Arch Enemy nos mostra neste álbum.
“House of mirrors” segue com velocidade, mas o grande destaque é mesmo o vocal, bem mais ousado, que inicia puxando os agudos logo de cara, antes de partir pros berros. Alissa explora regiões diferentes do seu gutural não deixando a faixa cair na monotonia.
“Spreading black wings” nos faz visualizar facilmente a banda no palco e o público vibrando junto. Ela é um pouco mais lenta, mas traz ambientações e vocal ritmado que deixa as pessoas interagirem enquanto batem cabeça junto.
Aliás, falando em show, a banda está com show marcado no Brasil para novembro de 2022. A turnê será em conjunto com a banda Behemoth da Polônia.

“Mourning star” é uma faixa instrumental cheia de barulhinhos eletrônicos e ambiência de filme de ficção científica. É 100% balada e um refresco antes de voltar pra porradaria.
“One last time” remete novamente às influências da banda, tem uma letra simples de acompanhar, riff cativante e um vocal que explora diferentes nuances. Em estado limpo, ele é acompanhado por guitarras dedilhadas e nos leva outra vez para um lugar meio espacial. Já o solo de guitarra é super melódico e cheio de beleza, responsável por dar um brilho especial à música.
“Exiled from Earth” é a última faixa e tem cara mesmo de fim de show. Aquela música pra levantar o público e fazer todo mundo vibrar e bater cabeça. Tem um teclado misterioso e bebe muito do metal moderno, na minha opinião. Além de ser cheio de viradas e destaques para os diferentes instrumentos.

No geral, apesar de puxar mais para o death metal, dessa vez, o Arch Enemy consegue, em Deceivers, balancear bem a veia melódica e a pesada. É possível ouvir cada instrumento de forma equilibrada, viajar, sentir a música e bater cabeça, tudo ao mesmo tempo. E isso torna a audição de Deceivers uma experiência imensurável. O que você achou do álbum? Deixa nos comentários!





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